Formação de Guardiões

A gestão de uma organização sempre foi tema para criação de diversas teorias da administração que ainda surgem a cada dia desde o século XIX. A evolução prega a mudança de modelos autoritário-coercitivos para modelos participativo-colaborativos. Saem os Chefes e entram os Líderes. Em qualquer caso, o ponto focal é a natureza humana e não a evolução das ferramentas de gestão desenvolvidas. Nenhuma ferramenta será eficiente, mesmo as mais criativas, se o ser humano não tiver adquirido consciência de seu papel na organização e sua noção de lugar no mundo.

O poder corrompe o caráter ao longo do tempo, tanto do Chefe como do Líder, pois faz parte da natureza humana. Ninguém é absolutamente feliz inserido em qualquer hierarquia, por mais virtuosa que ela seja. O poder nos envaidece, nos aprisiona, nos oprime e, por fim, nos isola. Quando chegamos ao isolamento profundo, refletimos e definimos: ou abdicamos do poder e seguimos mais leves, ou tocamos em frente levando uma vida sem sentido e amarga.

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No entender da Aprendendo a Pensar chegou a hora e a vez dos Guardiões. Eles devem substituir os Chefes, Líderes e todos os demais na hierarquia organizacional – que mais atrapalham do que contribuem – pois seguem uma visão fragmentada, que toda hierarquia propõe.
Os Guardiões são pessoas comuns dentro das organizações que, por meio do aumento da sua consciência e visão sistêmica, são apaixonados “cuidadores” de projetos que fazem sentido para eles, para a organização, para a comunidade e para o mundo. Têm a alteridade como virtude atávica. Entendem que, sem a existência do outro, não há razão para desenvolver nada nesse mundo. Utiliza o seu conhecimento técnico a favor do desenvolvimento do sistema humano. Os resultados são consequências de sua interferência virtuosa no mundo e eles os perseguirão de forma ética e construtiva. Esse é o novo empreendedor que a Aprendendo a Pensar ajudará a formar nas organizações. Seja um.

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